Há quanto tempo dura
Uma semana ruim é uma semana ruim. Meses seguidos é outra conversa, e é a duração que tira a queda do campo do susto passageiro.
com a Dra. Thays Tamaributi
Perder fio todo dia é normal. O que decide é o padrão da queda, e isso se lê no couro cabeludo, com exame e história clínica.
Existe até uma faixa para isso: de 50 a 150 fios por dia é o que o couro cabeludo troca por natureza. É o ciclo funcionando.
Por isso a lavagem engana tanto. Quando você lava depois de alguns dias, o que sai no ralo é a soma desses dias, e boa parte daqueles fios já estava no fim do ciclo antes de você encostar no shampoo.
O que separa a queda fisiológica da queda que precisa de médico é o padrão. E comparar a escova de hoje com a da semana passada não responde isso.
O que resolve não é contar fio. É saber o que olhar.
O tanto de fio no ralo pode ser o mesmo em casos completamente diferentes. O que muda a leitura é isto aqui.
Uma semana ruim é uma semana ruim. Meses seguidos é outra conversa, e é a duração que tira a queda do campo do susto passageiro.
Queda estável e queda que cresce mês a mês não são a mesma coisa. A que cresce está te contando algo que ainda está acontecendo.
Queda espalhada pela cabeça inteira conta uma história. Fio que sai sempre do mesmo lugar, risca que alargou ou falha redonda contam outra.
O terapeuta capilar tem um papel real: massagem no couro cabeludo, estímulo de circulação, cuidado com o fio. Isso existe e isso ajuda. O que não se resolve por ali é o diagnóstico.
Duas pessoas chegam com a mesma queixa de queda e saem com tratamentos completamente diferentes. Pode ser alopecia androgenética, eflúvio telógeno, tração ou areata. Parecem a mesma queda, e nenhuma se trata igual.
A sua história, a sua rotina, as medicações de todo dia e as questões hormonais. É aqui que a maior parte das pistas aparece.
Os exames laboratoriais pedidos para o seu caso, lidos com a régua da saúde capilar e não só pelo valor de referência da população.
O microscópio que passa no seu couro cabeludo e mostra o que o espelho não mostra: o fio de perto, a raiz e a pele por baixo.
É o diagnóstico que decide a conduta. Transplante capilar entra quando o caso tem indicação, e às vezes a resposta é que o seu caso é clínico.
A conta que você faz na cabeça não fecha, e o motivo é de calendário. O cabelo que está no ralo hoje não responde ao que você fez esta semana.
Ele responde ao que aconteceu com o seu corpo três a quatro meses atrás, quando a perda de peso começou para valer.
Só que a conclusão automática é sempre a mesma: a culpa é do remédio, e o jeito é parar.
Aí a pessoa larga a medicação sozinha, perde um processo que estava dando certo, e o cabelo continua caindo do mesmo jeito por mais alguns meses. Duas perdas em vez de uma.
Emagrecer rápido comendo pouco, com pouca proteína e pouca vitamina, o corpo lê como um estresse.
Ele cuida primeiro do que é vital e coloca a raiz do cabelo para dormir antes da hora. Isso tem nome: eflúvio telógeno.
O que muda o jogo acontece antes do fio cair. Proteína primeiro: 1,2 gramas por quilo do seu peso, todo dia, e não é a média da semana.
Vitamina e mineral ninguém adivinha no balcão da farmácia. Isso se mede em exame. Ela não tira o seu tratamento: agrega ao que você já faz.
Se você leu que a sua calvície é genética e não tem cura, você leu certo. A alopecia androgenética é crônica, progressiva e genética.
Só que a frase termina em outro lugar: o que o tratamento persegue nunca foi cura.
Cada fio passa por uma fase de crescimento, a anágena, e depois por uma de repouso, a telógena, antes de cair.
O tratamento trabalha nas duas: faz o fio crescer por mais tempo antes do repouso, encurta esse repouso e protege o folículo que ainda está produzindo.
Então é para sempre? É acompanhamento, como em toda condição crônica. Sem cura não é sem saída.
A resposta honesta é: meses. No mínimo 6 meses de acompanhamento, com pelo menos seis sessões, e sem espaçamento grande entre uma terapia e outra.
E o motivo não é o tratamento ser lento. É que ele tem uma ordem, e ela compara com plantar: primeiro se aduba a terra, depois vem a semente, e só então a colheita.
Adubar a terra, aqui, é o couro cabeludo: preparar o lugar de onde o fio vai sair. Plantar antes disso não adianta nem com a melhor semente.
É por isso que uma sessão sozinha não é tratamento. Ela até mostra uma evolução, e é bom ver. Só que não é o que se procura quando se compara com seis meses de acompanhamento.
“Eu não trabalho com promessa. Não digo quanto vai crescer nem em quanto tempo, porque o corpo de cada pessoa responde de um jeito. O que eu faço é olhar a evolução e ir modulando o tratamento conforme ela vem. O meu resultado levou entre um e dois anos, e o da minha mãe levou o mesmo tempo.”
Seis meses parece muito quando você está no começo, e parece pouco quando você olha para trás.
Médica tricologista, CRM-SP 227710. Atende em tricologia médica e transplante capilar no Instituto Evollution, em Alphaville, Barueri. É membro da Sociedade Brasileira de Tricologia e integra a Sociedade Brasileira de Transplante Capilar do Brasil e da Europa.
Além da medicina, tem formação em nutrição e pós-graduação em dermatologia, tricologia, transplante capilar e acupuntura. Trabalha em conjunto com nutrólogo e nutricionista, porque quem leva nutriente e oxigênio ao folículo é o sangue.
Ela também trata a própria queda. Tem alopecia androgenética, faz o tratamento com a mesma constância que pede ao paciente, e com a mesma ansiedade de querer ver resultado. Médica passa pelo mesmo processo que o paciente.
Esperar mais um pouquinho parece a decisão prudente, só que essa espera tem preço, e o preço aparece num lugar que não volta.
O folículo é a raiz de onde o fio nasce. Quando ele passa tempo demais com a causa ainda agindo, vai enfraquecendo: o fio nasce mais fino, demora mais para voltar.
E existe um ponto em que aquela raiz pode parar de produzir. Dali em diante a conversa muda, e deixa de ser sobre recuperar para ser sobre segurar o que ainda está lá.
A consulta, os exames e as sessões de tratamento acontecem no mesmo lugar, em Alphaville, Barueri.
5,0 no Google, com mais de 160 avaliações do Instituto Evollution
Av. Copacabana, 190, 6º andar, Edifício Lazulli
Empresarial 18 do Forte, Alphaville, Barueri, SP, 06472-001
Segunda a sexta, das 8h30 às 18h
Atendimento particular
De 50 a 150 fios por dia é o que o couro cabeludo troca por natureza. Mas o número sozinho não decide nada: o que separa a queda fisiológica da queda que precisa de médico é o padrão. Há quanto tempo dura, se está aumentando mês a mês, e de onde o fio está saindo. Queda espalhada pela cabeça inteira aponta para um lado. Fio que sai sempre do mesmo lugar, risca que alargou ou entrada que abriu apontam para outro.
No mínimo 6 meses de acompanhamento, com pelo menos seis sessões e sem espaçamento grande entre uma terapia e outra. Não é o tratamento ser lento: é que ele tem uma ordem, e o couro cabeludo precisa ser preparado antes de o fio aparecer. A Dra. Thays não trabalha com promessa e não diz quanto vai crescer nem em quanto tempo, porque o corpo de cada pessoa responde de um jeito. O que existe é acompanhar a evolução e modular o tratamento conforme ela vem.
Talvez o problema não seja você, e sim a lista de exames que pediram, porque o valor de referência do laboratório é a média da população e não o que a raiz do seu cabelo precisa. A ferritina é o caso mais comum: vem carimbada de normal e mesmo assim está faltando ferro no folículo. Por isso a investigação aqui é dirigida ao seu caso, e não uma lista genérica.
Não suspenda nada por conta própria. O cabelo que cai hoje responde ao que aconteceu com o seu corpo três a quatro meses atrás, então parar agora costuma custar duas perdas em vez de uma: você perde um processo que estava dando certo e o cabelo continua caindo por mais alguns meses. A conduta aqui é agregar ao tratamento que você já faz, cuidando de proteína, vitamina e mineral medidos em exame.
O terapeuta capilar tem um papel real: massagem no couro cabeludo, estímulo de circulação e cuidado com o fio. O que não passa por ali é o diagnóstico. Queda de cabelo precisa de um nome antes do tratamento, e esse nome sai do exame e da tricoscopia. Prescrever medicação, entrar com agulha no couro cabeludo e indicar transplante são atos médicos.
No Instituto Evollution, na Av. Copacabana, 190, 6º andar, Edifício Lazulli, Alphaville, Barueri, São Paulo. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h30 às 18h, e é particular. Para valores e horários disponíveis, fale com a equipe pelo WhatsApp, no botão desta página.